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Lições sobre resistência e perseverança marcam Formação e Visita Orientada entre as Comunidades

Entre os dias 30 de junho e 2 de julho de 2023 a equipe executora do Quipea, os integrantes da Comissão Articuladora e os presidentes das Associações Quilombolas participaram das atividades de formação continuada e visita orientada entre as comunidades, no município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro.


Em 30 de junho a equipe executora do Quipea fez a segunda formação em Protocolos de Consulta com Gabriela Murua, pesquisadora do Programa de Educação Ambiental com Comunidades Costeiras (PEAC), de Sergipe, e com Kemili Rodrigues, jovem quilombola da comunidade de Brejão dos Negros, em Brejo Grande – SE. O objetivo desse dia foi preparar a equipe e planejar a a formação do dia seguinte.


Gabriela Murua, pesquisadora do PEAC - SE
Palestra do professor Quintas para a Comissão Articuladora e presidentes das associações quilombolas

No dia 1º de julho a manhã de formação com a Comissão Articuladora e presidentes começou com uma palestra virtual do Professor José Quintas, que fez um resgate histórico das conquistas dos povos quilombolas e da importância da evolução do Quipea enquanto política pública federal.


Dando continuidade, Gabriela Murua e Kemili Rodrigues trouxeram conceitos e relatos de experiência sobre o Processo de Consulta Prévia, Livre e Informada, direito garantido por lei aos Povos Tradicionais – Quilombolas, Ribeirinhas, Indígenas, Caiçaras, entre outros – pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), e que estabelece normas de consulta às comunidades para a chegada de interferências em seus territórios, seja por conta de um empreendimento, obra ou lei, por exemplo.


O passo a passo para a elaboração do protocolo foi ensinado por Gabriela: a afirmação da identidade da Comunidade Quilombola, a necessidade de escuta coletiva de propostas para decidir a maneira de realizar a consulta e a finalização do documento, e sua importância como um dos instrumentos de defesa de identidade e preservação dos territórios quilombolas.


Kemili trouxe a experiência vivida em seu território, Brejão dos Negros, para a montagem do Protocolo de Consulta: a resistência inicial da juventude deu lugar à realização de oficinas de comunicação, que possibilitaram interação constante com os mais velhos e a criação de ferramentas, como a fotografia e a produção de um museu de objetos:

“No começo os jovens não queriam nada com nada. Mas depois um começou a ser chamado para as reuniões com os mais velhos do quilombo. Aí um falou para o outro, que falou para o outro. Quando a gente viu, estava todo mundo doido para participar também!” – contou Kemili Rodrigues.

Kemili Rodrigues, quilombola de Brejão dos Negros -SE

No dia 2 de julho os representantes do Quipea participaram da visita orientada à Comunidade Quilombola de Conceição do Imbé, também no município de Campos dos Goytacazes – RJ. A recepção generosa contou com café da manhã, visita à casa de farinha e à fábrica de água mineral Rocha do Imbé, caminhada até a fonte de água, roda de conversa, apresentação de coral e almoço.


“Nós não conseguimos abrir a fábrica da noite para o dia. E levamos muitas negativas. Mas depois de muito esforço e muita persistência e perseverança, estamos aqui construindo o sonho de nossa família.”


Elza e Edna Rocha, irmãs co-fundadoras da fábrica de água mineral Rocha do Imbé
Visita à fonte de água mineral em Conceição do Imbé, Campos dos Goytacazes - RJ
Senhor Edson da Rocha, presidente da Associação Quilombola de Conceição do Imbé



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A realização do Quipea é uma medida mitigadora exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal conduzido pelo IBAMA.

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