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Olhar antropológico sobre impactos, Comunicação Social e visita a quilombo recheiam o final de junho da Comissão Articuladora do Quipea

Apresentação do PMCS por Suely Ortega, assessora sênior de Performance Social da Shell

Entre os dias 21 e 23 de junho, a Comissão Articuladora do Quipea, junto com a Equipe Executora e de representantes da Shell e Ibama, participaram de três atividades muito importantes para aprofundar o entendimento da legislação ambiental dentro do licenciamento de petróleo e gás natural, os impactos dentro das comunidades quilombolas e a importância de parcerias e participações na esfera pública. Ao todo estiveram presentes 56 pessoas.


No dia 21 de junho a assessora sênior de performance social da Shell, Suely Ortega, fez uma apresentação no âmbito do Programa Macrorregional de Comunicação Social (PMCS). Houve atualização sobre o descomissionamento do empreendimento da Shell nos campos de Bijupirá e Salema, na Bacia de Campos, esclarecimento de dúvidas sobre o andamento do Quipea após a finalização da Fase 4 e o convite à visita e avaliação do site www.informapetroleo.com.br, portal do PMCS, que traz informações sobre os projetos ambientais do licenciamento e empreendimentos de óleo e gás natural existentes na Bacia de Campos.


O dia 22 de junho teve a presença de Deborah Bronz, professora do Departamento de Antropologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) para trazer um panorama histórico e antropológico da legislação que protege as comunidades quilombolas no Brasil, dando destaque aos artigos ligados ao licenciamento ambiental de petróleo e gás natural e a defesa do território. Ela destacou como os impactos socioambientais em povos tradicionais vêm sendo percebidos pelos diferentes grupos envolvidos – órgãos oficiais, comunidades quilombolas e indígenas, empreendedores, sociedade no geral – e como o processo da cartografia social pode ser fator de empoderamento na luta pela defesa dos territórios quilombolas.


Os representantes da Comissão Articuladora mostraram-se participativos em defender a conexão ancestral de seus territórios para a manutenção dos seus modos de vida frente às ameaças e interferências de diferentes projetos e empreendimentos:


Mesmo os [quilombolas] que foram expulsos [de suas terras] podem, e devem resgatar suas origens, em seu território ancestral” – Elizabeth Fernandes, Baía Formosa, Armação dos Búzios – RJ

 

“Eu sei onde tem os ‘pés’ que foram plantados, eu conheço cada canto, e se eu passar este cuidado pra frente, meus filhos também têm que saber.” – Luciana Onorato, Aleluia, Campos dos Goytacazes – RJ

 

“A nossa defesa vem de quem sempre esteve nessas terras, elas são parte do povo negro.” – Elivanis Paulo, o Badá, presidente da Associação Comunitária dos Quilombolas de Graúna, Itapemirim – ES


Após a exposição, Deborah separou os representantes por comunidade, e os grupos elencaram aspectos que alteraram os modos de vida e as territorialidades de suas localidades nos últimos anos. Ao final, os grupos se apresentaram e puderam compartilhar suas vivências com os demais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre as comunidades quilombolas.


           

   Apresentação de Deborah Bronz, professora do Departamento de Antropologia da UFF

Comissão Articuladora, Equipe Executora e representantes da Shell e do Ibama

No dia 23 de junho houve a Visita Orientada entre Comunidades, e os representantes da Comissão Articuladora, da Shell e do Ibama e equipe executora visitaram o quilombo de Barrinha, em São Francisco de Itabapoana – RJ, onde a presidente da Associação Rural das Mulheres Artesãs e Agricultoras Quilombolas de Barrinha, Lídia Teixeira, os recebeu com apetitoso café da manhã. Ao longo do roteiro para conhecer a comunidade, os representantes puderem ver a praia de Manguinhos, local de atividade das marisqueiras da comunidade e de importância histórica por abarcar um antigo cemitério de negros que foram escravizados e que chegavam por esta praia.


A presidente também apresentou a nova sede da Associação, cujo mobiliário foi uma conquista adquirida por meio de edital cultural e do apoio da prefeitura do município. Todos então se reuniram para uma roda de conversa, na qual Lidia ressaltou a importância de as comunidades quilombolas se articularem com diversas instituições para poder conquistar seus direitos. Os presentes então se deliciaram com uma apresentação do tradicional Jongo de Barrinha e a visita se encerrou com um almoço quilombola.


Dona Lídia Teixeira apresenta a Praia de Manguinhos, acessada pelas marisqueiras de Barrinha (São Francisco de Itabapoana – RJ)

Dona Lídia Teixeira mostra a nova sede da Associação Rural das Mulheres Artesãs e Agricultores Quilombolas de Barrinha (São Francisco de Itabapoana – RJ)

Apresentação do Jongo de Barrinha (São Francisco de Itabapoana – RJ)


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ÓRGÃO LICENCIADOR:

A realização do Quipea é uma medida mitigadora exigida pelo Licenciamento Ambiental Federal conduzido pelo IBAMA.

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