Encontro do Quipea discute comunicação não violenta, racismo e direitos quilombolas
- há 2 dias
- 2 min de leitura
Cerca de 40 pessoas participaram do Encontro de Formação do projeto Quipea, realizado de 3 a 5 de março, no Centro do Rio. A atividade abordou temas como comunicação não violenta, enfrentamento ao racismo e elaboração de protocolos de consulta para comunidades quilombolas, além de avaliar ações de 2025 e planejar atividades para 2026.

No início da programação, ocorreu a oficina sobre Comunicação Não Violenta, conduzida por Jade Arantes, cofundadora do Instituto CNV Brasil. “Transforme essa formação em coragem para abrir as conversas necessárias para chegar a novos acordos e combinados, se afastando dos julgamentos”, recomendou Jade ao final da oficina.
À tarde, o encontro abriu espaço para a roda de conversa “O silêncio fortalece o racismo”. A atividade foi mediada pelas lideranças quilombolas e educadoras socioambientais do Quipea, Patrícia Honorato, Rejane Oliveira e Tânia Ferreira. Durante o debate, elas compartilharam experiências pessoais e refletiram sobre estratégias de enfrentamento ao racismo no poder público, nas empresas e na sociedade.
“Trazer exemplos e soluções de superação é o nosso papel. Nós devemos cada vez mais fortalecer essa luta. Só esse momento de escuta já nos fortalece. É a gente ecoando a nossa voz para que ela não fique limitada”, destacou Patrícia.

No segundo dia, a participação de representante do projeto Quipea na COP-30 foi compartilhada. A Rejane Oliveira, que acompanhou o evento em Belém-PA, em novembro de 2025, destacou a importância da presença de mulheres negras e quilombolas em espaços de decisão. Durante a tarde, ainda foram discutidas as formações microrregionais previstas para 2026 e 2027, com foco em educação ambiental, impactos da indústria de petróleo e gás e participação social.
Encerrando o evento, o terceiro dia foi dedicado à comunicação e à produção de podcast, além da apresentação da metodologia para a construção dos protocolos de consulta — instrumentos que asseguram o direito à consulta prévia, livre e informada das comunidades quilombolas. Ao final, os participantes avaliaram positivamente o encontro, destacando o alinhamento das ações para o próximo período do projeto.

Sobre o Encontro de Formação da Equipe
Formação da Equipe Executora integra o conjunto de ações previstas para o Período de Transição do projeto Quipea. A iniciativa tem como objetivo promover a qualificação continuada, abordando temas estratégicos para o fortalecimento da equipe. Além disso, contribui para ampliar a integração entre os colaboradores envolvidos e para subsidiar o planejamento, o acompanhamento e a avaliação das atividades desenvolvidas no âmbito do projeto.






Comentários