2º Encontro de Representantes das 21 comunidades quilombolas do Quipea atualiza rumos da Educação Ambiental no licenciamento
Cerca de 80 pessoas participaram do evento na comunidade de Machadinha, em Quissamã (RJ), entre 25 e 26 de julho

Ao som do jongo do grupo Tambores de Machadinha, cerca de 80 pessoas das 21 comunidades quilombolas do Quipea foram recebidas para o 2º Encontro de Representantes do projeto. "É um orgulho receber todos vocês aqui. Sejam bem-vindos ao nosso território de muita história e conquista", disse André Sacramento, presidente da Associação dos Remanescentes de Quilombo de Machadinha, na abertura. Ao seu lado, a coordenadora pedagógica do projeto, Priscila Lopes, deu as boas-vindas ao grupo e apresentou a programação do encontro, voltada à atualização de assuntos relacionados ao projeto.

Na sequência vieram as novidades sobre atividades e conquistas das próprias comunidades. Os protocolos de consulta seguem em construção em três territórios (Lagos 1, São Francisco de Itabapoana e Espírito Santo). Já o 9º Evento Cultural das Comunidades Quilombolas, primeiro realizado de forma autônoma pelas 21 comunidades por meio da Lei Rouanet, chegou ao encontro com data marcada (7 e 8 de novembro) e local em Botafogo (Cabo Frio/RJ).
No segundo dia, educadoras e comunitários de diferentes microrregiões, da região dos Lagos no Rio de Janeiro ao Espírito Santo, compartilharam como as formações realizadas ao longo do ano ajudaram a entender conselhos, audiências públicas e outros espaços de participação social. A equipe de comunicação também apresentou um balanço do semestre, incluindo o Quipeacast, podcast do projeto, e a mais recente edição do Quipea Informa.
O clima ganhou leveza com uma dinâmica de cooperação conduzida pela educadora Rejane Oliveira, em que duplas atravessaram a sala equilibrando um balão sem deixá-lo cair. A ideia era abordar a importância do equilíbrio no trabalho em grupo. No Mural das Conexões, painel onde cada participante registrou o que levava do encontro, uma frase sintetizou os dois dias: "Levo a força da nossa ancestralidade, a coragem da nossa existência e o compromisso de fortalecer nossa comunidade para as próximas gerações."
O encontro reservou ainda uma roda de conversa sobre o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, encerrada com a leitura de um texto da escritora Conceição Evaristo. Ao final, Priscila Lopes voltou à frente do evento para apresentar os próximos passos do projeto e informar que novas informações sobre a educação ambiental no licenciamento federal poderão ser compartilhadas nas próximas atividades do Quipea.







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