Quilombolas compartilham experiências dos territórios na ROG.e 2026
Com educadoras quilombolas na programação, apresentação de artigo e estande interativo, o Quipea (Quilombos no Projeto de Educação Ambiental), executado pela Ambiental, apresentou conhecimentos construídos com 21 comunidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo

Mapas, histórias, escritas e experiências desenvolvidas em comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo chegaram à ROG.e (Rio Oil & Gas Energy) 2026 pelas mãos de quem participa diretamente dessa trajetória. Durante o encontro, a equipe do Quipea apresentou essas produções a profissionais, pesquisadores e outros participantes do setor de energia.
Realizada de 21 a 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, a ROG.e reuniu mais de 80 mil pessoas de diversos países. Com debates técnicos, geração de negócios e atividades culturais, o evento é promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
No estande do Quipea, os visitantes conheceram os mapas das 21 comunidades quilombolas, uma tela interativa com depoimentos de lideranças e outros materiais sobre a história dos territórios.

Rejane Oliveira, educadora socioambiental quilombola do Quipea e liderança da comunidade de Maria Joaquina, em Cabo Frio (RJ), e Tânia Ferreira, educadora e liderança de Boa Esperança, em Presidente Kennedy (ES), participaram de muitas dessas conversas no estande. As duas também levaram suas experiências a outros espaços da programação.
"É importante a nossa presença nesse espaço, trazendo a experiência da nossa Cartografia Social, dos mapas das nossas comunidades, para dizer que eles são instrumentos para o entendimento e a valorização dos nossos territórios", destacou Rejane.
Na sessão técnica Governança Territorial e Participação Social, Rejane apresentou o artigo "Reflexões sobre os usos da cartografia social pelas comunidades do Quipea: potencialidades pedagógicas e de incidência política".
Assinam o trabalho oito integrantes da equipe da Ambiental (Ana Carolina Martins, Eduarda Nascimento, Jessika Rodrigues, Liana Sant'Anna, Patrícia Honorato, Priscila Lopes, Rejane Oliveira e Tânia Ferreira) e Suely Ortega, da Shell Brasil. Suely e Murilo Santos, ambos da área de Relações Corporativas e Desempenho Social da Shell Brasil, representaram a empresa e acompanharam de perto as ações do projeto no evento.

Realizada entre 2019 e 2024 pela Ambiental, a Cartografia Social mobilizou cerca de 800 moradores das 21 comunidades. Oficinas e mapeamentos colaborativos registraram histórias, memórias, saberes, práticas e questões socioambientais a partir do olhar dos próprios quilombolas sobre seus territórios.
Mais do que um registro histórico e cultural, a cartografia se consolidou como ferramenta estratégica de defesa de direitos. Ela serve de base para reivindicações junto a órgãos públicos e para o acesso a políticas públicas. O material também contribui para preservar e transmitir os saberes e a história quilombola nas escolas e entre visitantes e interessados, o que amplia a visibilidade das comunidades.






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