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Quilombolas compartilham experiências dos territórios na ROG.e 2026

25 de set.
2 min de leitura

Com educadoras quilombolas na programação, apresentação de artigo e estande interativo, o Quipea (Quilombos no Projeto de Educação Ambiental), executado pela Ambiental, apresentou conhecimentos construídos com 21 comunidades do Rio de Janeiro e do Espírito Santo


Tânia Ferreira, educadora socioambiental quilombola do Quipea, durante exposição na ROG.e
Tânia Ferreira, educadora socioambiental quilombola do Quipea, durante exposição na ROG.e

Mapas, histórias, escritas e experiências desenvolvidas em comunidades quilombolas do Rio de Janeiro e do Espírito Santo chegaram à ROG.e (Rio Oil & Gas Energy) 2026 pelas mãos de quem participa diretamente dessa trajetória. Durante o encontro, a equipe do Quipea apresentou essas produções a profissionais, pesquisadores e outros participantes do setor de energia.


Realizada de 21 a 24 de setembro, no Riocentro, no Rio de Janeiro, a ROG.e reuniu mais de 80 mil pessoas de diversos países. Com debates técnicos, geração de negócios e atividades culturais, o evento é promovido pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).

 

No estande do Quipea, os visitantes conheceram os mapas das 21 comunidades quilombolas, uma tela interativa com depoimentos de lideranças e outros materiais sobre a história dos territórios.


Luiza Honorato e Ingridy Pedro, educadoras do Quipea, no estande do projeto
Luiza Honorato e Ingridy Pedro, educadoras do Quipea, no estande do projeto

Rejane Oliveira, educadora socioambiental quilombola do Quipea e liderança da comunidade de Maria Joaquina, em Cabo Frio (RJ), e Tânia Ferreira, educadora e liderança de Boa Esperança, em Presidente Kennedy (ES), participaram de muitas dessas conversas no estande. As duas também levaram suas experiências a outros espaços da programação.


"É importante a nossa presença nesse espaço, trazendo a experiência da nossa Cartografia Social, dos mapas das nossas comunidades, para dizer que eles são instrumentos para o entendimento e a valorização dos nossos territórios", destacou Rejane.


Na sessão técnica Governança Territorial e Participação Social, Rejane apresentou o artigo "Reflexões sobre os usos da cartografia social pelas comunidades do Quipea: potencialidades pedagógicas e de incidência política".


Assinam o trabalho oito integrantes da equipe da Ambiental (Ana Carolina Martins, Eduarda Nascimento, Jessika Rodrigues, Liana Sant'Anna, Patrícia Honorato, Priscila Lopes, Rejane Oliveira e Tânia Ferreira) e Suely Ortega, da Shell Brasil. Suely e Murilo Santos, ambos da área de Relações Corporativas e Desempenho Social da Shell Brasil, representaram a empresa e acompanharam de perto as ações do projeto no evento.


Rejane Oliveira, educadora socioambiental quilombola do Quipea, explica como foram construídos os mapas das comunidades
Rejane Oliveira, educadora socioambiental quilombola do Quipea, explica como foram construídos os mapas das comunidades

Realizada entre 2019 e 2024 pela Ambiental, a Cartografia Social mobilizou cerca de 800 moradores das 21 comunidades. Oficinas e mapeamentos colaborativos registraram histórias, memórias, saberes, práticas e questões socioambientais a partir do olhar dos próprios quilombolas sobre seus territórios.


Mais do que um registro histórico e cultural, a cartografia se consolidou como ferramenta estratégica de defesa de direitos. Ela serve de base para reivindicações junto a órgãos públicos e para o acesso a políticas públicas. O material também contribui para preservar e transmitir os saberes e a história quilombola nas escolas e entre visitantes e interessados, o que amplia a visibilidade das comunidades.

 


 
 
 

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